
Hector Plasma
Semana passada a corte paulistana ficou alvoroçada. Quem não leu ou assistiu com certeza ficou sabendo, o maestro John Neschling foi demitido da O$E$P.
Se foi uma decisão correta ou não, no momento pouco importa. É tempo de abordar outro aspecto da O$E$P.
A opinião corrente diz que a O$E$P é um grande orgulho para São Paulo e o Brasil.
Mas orquestra é um grande exemplo de como os tucanos fazem bondade com o chapéu alheio.
O espaço (sala São Paulo) é público, foi reformado para receber a orquestra com dinheiro público.
Além disso, por contrato de gestão (?) o Governo do Estado de São Paulo repassa anualmente R$ 43 milhões. Esse montante significa 20% das aplicações diretas em atividades culturais que a Secretaria de Cultura faz por ano. Repito: 20% de toda a verba para a cultura de um Estado com 41 milhões de habitantes é destinado à O$E$P.
Em compensação as doações em 2007 não alcançaram R$ 1 milhão. Ou seja, ninguém da iniciativa privada mete a mão no bolso.
Os defensores da orquestra argumentam que o investimento compensa e já é visível porque a O$E$P atingiu um nível de excelência presente em poucas orquestras no mundo.
Excelência para quem? Para alguns privilegiados que podem comprar a assinatura? Qual o compromisso que a O$E$P tem com a população de São Paulo? Quantos concertos ela faz ao ar livre na capital? Qual a cidade do interior já teve o prazer de vê-la em sua praça?
Essas perguntas nunca serão respondidas porque a O$E$P é um brinquedo de ricos. E ricos não devem satisfação. Mesmo quando nadam em dinheiro público.
PS: para entender porque a O$E$P é um brinquedo de rico basta ver seu conselho de notáveis
(extraído do Blog http://fcarvall.blogspot.com/2009_01_01_archive.html)
1 comentários:
Como diz a cançao do Glauber: "Fé é acreditar sem ver, crer no escuro."
Acho que o "escuro"define bem isso td, no escuro nossos sentidos continuam funcionando, porém pouco podem nos ajudar...
abraçao
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