Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

Brinquedo rico

Brinquedo de Rico




Hector Plasma

Semana passada a corte paulistana ficou alvoroçada. Quem não leu ou assistiu com certeza ficou sabendo, o maestro John Neschling foi demitido da O$E$P.

Se foi uma decisão correta ou não, no momento pouco importa. É tempo de abordar outro aspecto da O$E$P.

A opinião corrente diz que a O$E$P é um grande orgulho para São Paulo e o Brasil.
Mas orquestra é um grande exemplo de como os tucanos fazem bondade com o chapéu alheio.
O espaço (sala São Paulo) é público, foi reformado para receber a orquestra com dinheiro público.

Além disso, por contrato de gestão (?) o Governo do Estado de São Paulo repassa anualmente R$ 43 milhões. Esse montante significa 20% das aplicações diretas em atividades culturais que a Secretaria de Cultura faz por ano. Repito: 20% de toda a verba para a cultura de um Estado com 41 milhões de habitantes é destinado à O$E$P.

Em compensação as doações em 2007 não alcançaram R$ 1 milhão. Ou seja, ninguém da iniciativa privada mete a mão no bolso.

Os defensores da orquestra argumentam que o investimento compensa e já é visível porque a O$E$P atingiu um nível de excelência presente em poucas orquestras no mundo.


Excelência para quem? Para alguns privilegiados que podem comprar a assinatura? Qual o compromisso que a O$E$P tem com a população de São Paulo? Quantos concertos ela faz ao ar livre na capital? Qual a cidade do interior já teve o prazer de vê-la em sua praça?

Essas perguntas nunca serão respondidas porque a O$E$P é um brinquedo de ricos. E ricos não devem satisfação. Mesmo quando nadam em dinheiro público.

PS: para entender porque a O$E$P é um brinquedo de rico basta ver seu conselho de notáveis

(extraído do Blog http://fcarvall.blogspot.com/2009_01_01_archive.html)

Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

Sentidos Limitados

Já tem algum tempo que venho pensado sobre nossa percepção.
Será que temos condição de afirmar que tudo o que vemos e ouvimos é o que realmente existe, isentando assim qualquer tipo de ação sobrenatural?
Em 1895 os irmãos Lumiére inventaram o cinematógrafo, uma invenção revolucionária para o desenvolvimento do conceito de cinema atual, que transformava o que existia até então, a fotografia em movimento.
O cinematógrafo é uma máquina que consistia em girar por aproximadamente um minuto uma película. Nesta película se encontrava as imagens em fotografias, porém era uma quantidade tal de imagens que ao ser girado num velocidade determinada dava a impressão de movimento contínuo. O que me chama a atenção é que foi percebido que ao se dividir um segundo em aproximadamente 26 partes, ou 26 frames, nossa visão é enganada e algo que é fragmentado passa a ser para nós contínuo.
Interessante; em quantas partes pode ser subdvidido o segundo? Milhares!!! com apenas 26 partes nossa visão é ludibriada.
Quanto a nossa audição; os estudiosos do assunto dizem que nossa audição é capaz de ouvir frequências de 20Hz até 20.000Hz. Um exemplo simples de ser comparada é a audição dos cães que pode atingir até os 40.000Hz.
Frequências abaixo de 16Hz nosso cérebro começa a traduzir como percussão, como algo não contínuo por ser muito grave.

O que quero dizer com isso é que nosso equipamento natural de interpretação do mundo é muito limitado de recursos para compreender tudo o que ocorre ao nosso redor.
E as questões espirituais? Obviamente não conseguidos ver ou ouvir os espíritos com naturalidade, mas será que eles deixam de existir por causa disso?
Como afirmar então que Deus não existe, ou que Ele existe baseando tudo pelos sentidos? Pelos nossos sentidos não podem ser parâmetros.

Não é interessante pensarmos por esse ângulo?
A nossa sensação de espaço-tempo é totalmente limitada, sendo estes baseados pelos nossos sentidos.
Depois disso; quando se fala que Deus é infinito e está em todo o lugar, não nos dá a sensação de impotência para questionarmos isso? Ou então então que Satanás nos rodeia rugindo como um leão buscando a quem possa tragar? será que dá pra dúvidar disso?
Por essas e outras, prefiro crer na bíblia que me parece ter muita autoridade sobre as coisas que não vejo.

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Hieroglifos




Há muitas pesquisas sobre o que são de fato Hieróglifos. Aqui não estou interessado em defender uma tese, nem é meu objeto de estudo diário.
Mas o que me chamou a atenção para isso é que o termo Hieróglifos significa, "escritas sagradas", porém essas escritas sagradas não no sentido de terem sido escritos por um determinado deus, mas são consideradas como presente divino.
A escrita define um importante momento na história.
Como tudo nesse mundo acredita-se que a escrita tenha surgido por um problema econômico, para registrar alguns pequenos acordos feitos entre dois homens.
Existem também a necessidade de se registrar as leis criadas pelo Faraó e assim sucessivamente.
Quero apenas me ater ao "presente divino".
Que poética essa versão de escrita como presente. Reconheço que nunca havia pensado que a escrita,logo a leitura também, pudesse ser algo tão precioso.
Pra variar me vem perguntas a mente:
Se considerarmos a escrita como presente divino, como será que usamos essa dádiva?
Poderíamos usar com uma consciência maior, não é mesmo?
Como disse um amigo; só começarei a ler blogs, depois que ler uma boa quantidade de Machado de Assis, José de Alencar e outros literários, enquanto isso resisto às inutilidades da internet.
Em certo aspecto concordei com ele.
Quanta baboseira tem nos atingido. De repente até esse que vos fala não merece que seu tempo seja gasto lendo essa baboseira.
Aliás, porque mesmo eu comecei a falar sobre isso?

ahhhh...esquece. Que perda de tempo.

Domingo, Fevereiro 15, 2009

A Paz

Meu amigo, o quê significaria ter paz?
Nós somos pegos de súbito com um sentimento que por um momento nosso ser inunda de alegria, nossa mente tem por um instante uma amnésia e se esquece dos problemas, o corpo anestesia.
Será que isso é paz? Esse fenômeno que arrebata o raciocínio por alguns instantes arrebenta o senso crítico e nos faz dar opiniões otimistas nos dias da angústia do companheiro, nos faz perder a noção, dá a sensação de onipotência.
Esse efeito dura o longo período de 5 minutos? ... essa euforia vai embora e logo nos esquecemos do porque mesmo estávamos tão felizes?
Que delícia poder sentir essa leveza. Mas isso é paz?
Acredito que isso também seja uma de suas facetas, mas a grande prova da paz é estar no meio da turbulência e conseguir vislumbrar um curso pré programado um caminho reluzente na escuridão. É conseguir comemorar a chegada do mal momento como mais um momento de vida e oportunidade de crescimento.
Eu consigo em certos momentos entender muito bem essa canção de Gilberto Gil e João Donato, mas às vezes não entendo muito a razão dela existir. Acredito que até eles mesmos em alguns dias devem se perguntar como eu consegui fazer aquela música?

Mas sei que me esforço pra agradecer o dia mal, o dia difícil, a falta daquilo que eu gostaria, a má interpretação da minha pessoa.

Me veio a mente nesse momento; ...pois quando sou fraco, aí é que sou forte... por Jesus o príncipe da paz.

A Paz

Composição: Gilberto Gil & João Donato

A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais

A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz

Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz

Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"

Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

Cartas de um diabo a seu aprendiz

Amigos! perdoem o texto grande, mas não pude encurtá-lo.
Este livro é do C.S. Lewis, um texto muito original. Vou disponibilizar o primeiro capítulo apenas que é sensasional.
Servirá para refletirmos sobre a mediocridade que nos rodeia e a famosa "correria" nos faz "correr" pra longe de Deus e de uma vida de fé.
Boa leitura.


Querido Vermebile;

Compreendo o que você diz sobre guiar o seu paciente em suas leituras e também fazer de tudo para que ele sempre tenha encontros com o tal amigo materialista. Mas será que você não está sendo um pouco ingênuo? Parece que você vê a argumentação como o melhor método para mantê-lo afastado das garras do Inimigo. Talvez fosse esse o caso se ele tivesse vivido alguns séculos atrás. Naquela época, os humanos sabiam muito bem quando algo era provado logicamente ou não; em caso afirmativo, simplesmente acreditavam. Ainda não dissociavam seus pensamentos de suas ações.Estavam dispostos a mudar o modo como viviam a partir das conclusões tiradas de uma certa cadeia de raciocínio. Mas, com a imprensa semanal e outras armas semelhantes, conseguimos alterar td isso. O seu paciente sempre foi acostumado, desde criança, a ter uma dezena de filosofias incompatíveis dentro de sua cabeça. Ele não classifica doutrinas basicamente como "verdadeiras" ou "falsas", e sim como "acadêmicas" ou " práticas", "antiquadas" ou " contemporâneas", "convencionais" ou "crueis". O jargão, e não a argumentação, é o seu melhor aliado para afastá-lo da Igreja. Não desperdice seu tempo tentando fazê-lo pensar que o materialismo é verdadeiro. Faça-o pensar em algo sólido, ou óbvio, ou audaz - enfim, que é a filosofia do futuro. É com esse tipo de coisa que ele se importa.
O problema da argumentação é que ela leva a batalha para o campo do Inimigo. Ele também pode argumentar. Mas, graças ao tipo de propaganda realmente prátia que sugiro, durante séculos foi imporssível provar que Ele é inferior a Nosso Pai nas profundezas. Pelo próprio ato de argumentar, você desperta, como saberemos o que daí poderá resultar? Mesmo se uma cadeia de pensamentos puder ser distorcida a nosso favor, você logo descobrirá que fortaleceu no seu paciente o hábito fatal de atentar para questões universais e ignorar o fluxo de experiências sensoriais imediatas. O seu dever é fazer com que ele fixe a atenção nesse fluxo. Ensine-o a chamá-lo de "vida real", e não o deixe indagar-se sobre o que você quer dizer com "real".
Lembre-se: ele não é, como você, um espírito puro.
Como você jamais foi humano(ah, que vantagem abominável do Inimigo sobre nós!, não se dá conta do quanto escravos das coisas mundanas. Certa vez tive um paciente, um ateu convicto, que tinha o hábito de ler no Museu Britânico. Certo dia, enquanto lia, vi que em sua mente um pensamento tentava levá-lo para o caminho errado. O Inimigo, é claro, estava ao seu lado nesse momento. Num piscar de olhos, vi todo o trabalho que me tomou vinte anos começar a ruir. Se tivesse perdido a cabeça e tentado ganhar pela argumentação, talvez tivesse sido derrotado. Mas não fui tão estúpido. Imediatamente ataquei a parte do homem que melhor contralava - sugeri que já estava na hora de almoçar.
Talvez o Inimigo tenha feito uma contraproposta ( você sabe que não é possível ouvir nitidamente o que Ele lhes diz?), dizendo-lhe que aquilo era mais importante que comida. Pelo mwnoa acho que essa foi sua linha de argumentação, pois, quando eu disse "É verdade. Tão importante, de fato, que a hora do almoço não é uma boa hora pra se pensar nisso", o paciente pareceu bem amis contente; e quando acrescentei estas palavras, "melhor voltar depois do almoço e pensar nisso com calma", ele já estava se dirigindo à porta. Mal chegouà rua, venci a batalha. Mostrei-lhe um menino que vendia jornais gritando a manchete do dia, um ônibus de número 73 passando e, antes mesmo que ele chegasse ao fim da escada, eu o fiz ter a inabalável convicção de que, quaisquer que sejam as idéias malucas capazes de ocorrer a um homem rodeado de livros, uma dose saudável da "vida real"(ou seja, o ônibus, o garotinho jornaleiro) já é suficiente para mostrar-lhe que "esse tipo de coisa" simplesmente não poderia ser verdade. Ele sabia que escapara por pouco. Anos mais tarde, gostava de falar sobre "o senso inexprimível da realidade, o nosso último refúgio contra as aberrações da mera lógica". Hoje ele se encontra a salvo na casa do Nosso Pai.
Percebe o que digo? Graças aos processos que desencadeamos neles, séculos atrás , todos acham simplesmente impossível acreditar no que é estranho quandoo que é familiar está bem diante dos seus olhos. Continue a fazê-lo perceber a natureza banal das coisas. Acima de tudo, não tente usar a ciência (digo, as ciências verdadeiras) como defesa contra o Cristianismo, pois as ciências certamente o enconrajarão a pensar sobre as realidades que ele não pode ver ou tocar. Já houve casos lamentáveis ente os cientistas modernos. Se ele precisa mesmo se interessar por alguma ciência, deixe-o lidar com enconomia e sociologia; não o deixe afastar-se da preciosa "vida real". No entanto, o melhor a fazer é evitar que ele estude qualquer ciência, e dar-lhe a impressão generalizada de que ele sabe tudo, e de que o que quer que ele aprenda com simples conversas ou com a leitura é "resultado de pesquisas modernas". Lembre-se de que você existe para confundi-lo. Do jeito que vocês diabinhos jovens falam, fica-se com a impressão de que o nosso dever é ensinar!.
Afetuosamente, seu tio,
Fitafuso

Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

Amicitate

Este termo significa "Amizade" em latin.

Posso dizer que tenho muitos amigos, pessoas que me querem bem, que me dão atenção, que me ouvem que compartilham e são especiais para mim. Digo até que essas pessoas são minha igreja e minha segunda família.
O que mais dizer sobre um amigo?
Sei que pessoas que são amigas são raras, pessoas que se deixam conhecer e conhecem. Para ser ou ter um amigo, é necessário doação, esforço, atenção, querem o bem.
Buscamos sempre adjetivos para o amar, pois dizer que devemos amar é algo que se tornou pobre; mas é o amar que devemos exercitar. Nada melhor que fazer esse exercício com o seu amigo.
Tenho muitos amigos (não mencionarei todos para não me esquecer), mas gostaria de dedicar esta música (que estará no meu próximo disco) a dois amigos em especial, um deles é Jeysan Grosh, primo da minha esposa; nos conhecemos quando ainda tocava em VPC(Vencedores Por Cristo), virou meu irmão e que hoje está na Alemanha e o Fernando Nogueira que nos conhecemos a uns 6 anos quando eu Lecionava no Conservatório Musical de São Caetano do Sul e somos amigos até hoje. Agradeço a Deus pela vida desses dois parceiros. Parceiros de alegrias e muitas risadas, de oração e choro. Parceiros de despedidas e de longas reflexões; parceiros de crises existenciais e de questionamento social. Irmãos que me fizeram enxergar coisas que antes não via que foram fundamentais para o meu crescimento espiritual.
Dedico esse post a eles, pois gosto de reconhecer, porque reconhecer mantém amizades, aliás mantém qualquer relacionamento.
Já dizia o sábio:

Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão. Provérbios 17:17


Amicitate
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Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Eu, prisioneiro no Senhor !!!

Em Efésios capítulo 4 encontramos uma declaração que por vezes nos passa despercebido.
Paulo se denomina prisioneiro no Senhor (de acordo com a nova versão internacional).É tão simples pensar em Paulo como prisioneiro, ouvimos isso desde sempre e nos acostumamos com essa idéia, mas o que significaria ser prisioneiro hoje?
Há neste texto diversas orientações que nos dão o norte.
Algumas perguntas quero fazer neste post: Como se pode ser prisioneiro de Jesus nos dias de hoje,onde impera a busca obsessiva pelo bem estar? Como sofrer com essa teologia da prosperidade nos assolando?
Como Paulo responderia à questão da justiça ou socorro que Jesus não lhe prestou? (ao menos naquele momento)
O interesse maior de Paulo aqui parece ser o de ensinar a igreja, de mostrar o caráter de Cristo e incentivar aquele povo a ser como Cristo, a chegar à estatura de Jesus.
Como?
Como ele pôde pensar nisso primeiro?
Que sociedade é essa em que vivemos hoje?
Onde estão os valores dos cristão de hoje?
Será que estamos muito ocupados em conduzir nossas vidas da maneira que entendemos e esquecemos do que Deus tem a nos dizer?
Será que com esse modo de vida nosso estamos alcançando a medida da estatura de Cristo?

Isso eu mesmo me pergunto.