Hoje fui cantar em uma igreja. Por acaso foi a segunda vez que toquei lá.
Mas o que me chamou a atenção foi um comentário de um pastor convidado sobre a música que eu estava executando.
De maneira clara ele demonstrou sua indignação com a qualidade da música em geral nas igrejas e declarou sua admiração ao repertório que foi apresentado por mim.
Logo depois outro pastor que estava presente, fez o mesmo comentário ainda mais enfático. Essa não foi a única vez que isso acontece.
Tenho visto através de experiências de amigos que também estão na estrada que as pessoas estão sedentas por conteúdo, qualidade e beleza, tanto poética como coerência teológica e estética musical.
Fico feliz por perceber que o campo está se abrindo para o que estamos produzindo, algo que pelo menos tem algum cuidado com a coerência e arte.
Pergunto aos meus leitores qual é o problema então?
- É o gosto musical-poético dos líderes e responsáveis pela música?
- É má intenção? deixar o povo no rasinho, sem muita profundidade, acreditando que num Deus incoerente, que hora dá fogo e hora dá chuva, que abençoe uns e amaldiçoa outros...?
- Ou é ignorância? simples falta de conhecimento de algo melhor, de saber que tem pessoas que fazem boa música com arte e conhecimento bíblico e contextualizado que não deixa o cristão alienado.
Às vezes nos deparamos com uma sede do povo de Deus de algo melhorzinho que nos dá dó.
No final da década de 60 houve uma mudança, a inserção de música com uma equipe e acompanhamentos pelo violão era a grande revolução na igreja. Década 80 uma turma de Vencedores Por Cristo defendia uma música essecialmente brasileira, essa foi outra revolução.
Hoje nos vemos tendo que desfazer erros teológicos ridículos, músicas feitas por alguém que claramente não lê a bíblia. Só pra exemplificar:
As pessoas nas canções pedem fogo.
Em Mateus 3:12 diz:
Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.
O testemunho de João Batista dizia de uma separação do trigo da palha, o que presta e o que não presta; o que não presta, ou seja, a palha vai para o fogo.
Lembro-me de uma música que diz: Incendeia Senhor a tua casa, incendeia Senhor a tua noiva, vem me incendiar... e por aí vai. Essa música só pode ter sido composta por um incendiário. Este apenas um exemplo de tantos que vejo.
Pergunto novamente: É gosto?
Má intenção?
Ignorância?