
Quero compartilhar com os meus amigos algo que ouvi muito importante e curioso. O pastor Ariovaldo Ramos tem minha admiração por ser contundente, amoroso, alegre e profundo em sua mensagem.
Não falarei exatamente o que ele disse, pois eu tive aplicações para a minha vida e serão essas que apresentarei.
Ouvi sobre Isaías 6, e tomo a liberdade de postar um trecho deste capítulo aqui.
1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.
2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.
3 E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
4 E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
5 Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.
6 Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7 E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado.
8 Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.
Quando Isaías ouve que o Rei Uzias morreu em sua cabeça a esperança de salvação se acaba, a salvação que levaria o povo a temer a Deus se acabara, pois Uzias foi um Rei temente a Deus. Mas em contrapartida Deus com sua aparição diz que ele está no controle e sentado no trono, continua lá, mesmo que a esperança tenha acabado.
O fato de a nossa esperança por vezes se acabar não isenta a ação de Deus e nem tira Ele de seu posto, ou seja de todo o poder e todo o controle sobre a história, existência e criação.
Logo entramos numa questão sobre a infinitude de Deus.
A orla ou séquito de suas vestes enchem o templo. Isso quebra qualquer tentativa de dizer que Deus está neste ou naquele lugar, ou num templo, pois apenas a berada de suas vestes enchia todo o templo.
Deus é infinito.
Para nós que somos finitos, ao olharmos para Deus, vemos um ser em plena expansão, não podendo delimitá-lo, assim como os cientistas olham para o Universo e o vêem em eterna expansão. Em atos 17:28 encontramos Paulo pregando no areópago e citando um poeta e dizendo que nisso ele estava correto..." Porque nEle nós vivemos, nos movemos e existimos". Se é em Deus que tudo existe logo, tudo é sustentado por ele.
Se Deus é um ser infinito logo, nós somos infintamente menores.
Temos um problema com a infinitude de Deus, pois Deus é sempre o mesmo, Ele é desde sempre. Nós mudamos a todo o instante e isso faz gerar um conflito de naturezas, nós mutáveis e finitos. Mas essa também se torna a nossa salvação, quando Deus não muda de posição, isso nos leva a salvação, pois o plano traçado é o plano executado.
No momento seguinte Isaías vê os anjos com 6 asas, duas cobrindo o rosto. Isso nos mostra que os anjos não podiam ver a glória de Deus. Eles eram serafins que significa reluzente, eles reluziam por causa da glória de Deus.
Duas asas voavam, mostrando a disposição em servir; com duas asas cobriam os pés, que tem o siginifcado de se abster de poder, pois Deus é o dono de todo o poder.
Eles diziam entre si: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos, toda a terra está cheia de sua glória. Eles não diziam a Deus mas entre si. O que eles diziam não estava direcionado a Deus.
Os anjos na visão popular tem mais poder do que nós, e estão mais próximo de Deus do que nós estamos. Mas o que o texto diz é que os anjos não podiam ver Deus, pois suas asas cobriam seus rostos, mas Isaías podia vê-lo. O louvor dos anjos também não chegava a Deus, pois eles comentavam entre si. Mas as palavras de louvor de Isaías chegaram.
Mas quais foram as palavras de Isaías?
Deus o ser infinito, tem toda a glória. Nossas palavras de amor, ou de glorificação, de adoração, não imputam maior glória ao nosso Deus, Ele continua com a mesma glória infinita. Quando falamos do amor de Deus, o amor que falamos é infintamente menor do que o amor real de Deus. Deus agiu em relação a Isaías porque a palavra de Isaías foi:
"Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos."Nesse momento os anjos tocaram seus lábios com uma brasa. Imagino eu que Isaías pensou naquela hora que fosse morrer, mas ao contrário ele foi perdoado de todo o mal.
Ele teve uma leve noção da grandeza de Deus e viu o quanto era pequeno e nesse momento teve temor a Deus.
O maior louvor que podemos dar a Deus é o nosso arrependimento, que somos pequenos demais e reconhecimento de que Deus é o único e grandioso Deus. Nossas palavras são pobres para defini-lo.
Deus olha para nós quando nos arrenpedemos e nos dá uma nova chance, como a chance do príncipio.
Deus não está esperando de nós a perfeição para cumprir seu ministério, ou qualquer que seja seu propósito, mas espera nosso arrependimento e assim ele nos dá a condição de fazê-lo.
"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim."
Ficarmos cantando, apenas, dizendo um monte de coisas para Deus não adiciona maior glória a Ele. Mas se arrepender sim o faz agir em nosso favor e isso sim, demonstra a glória do Senhor.