Farei das palavras do Elly as minhas...
Ontem, passei a tarde e noite na casa do Elly, foi um tempo excelente, conversamos sobre muitas coisas, tocamos, dividimos canções e num dado momento eu disse que achava que uma maneira de mudar os rumos do evangelho no Brasil seria, termos uma perseguição, e o Elly mexendo nas coisas dele encontrou um texto que escreveu há tempos sobre isso. . .
Os 4 P’s da Teologia da Prosperidade - Elly AGuiar
Preço = Inestimável
Produto = Fé
Praça = Igreja, redutos onde as pessoas se reúnem
Promoção = Campanhas, Correntes
Possuem linguagem própria padronizada, todos falam a mesma coisa, alguns inclusive preocupam-se com a entonação, possuem um modelo agressivo e eficaz de abordagem e exposição do produto, são exímios na arte de criar um ambiente favorável, conhecem como ninguém a necessidade do seu consumidor, oferecem um produto intangível, sem preço estimado.
Na concorrente saga da busca por fiéis, são capazes das práticas mais esdrúxulas, e abomináveis.
Essa teologia encontra terreno fértil, num país onde os níveis de pobreza são alarmantes, o analfabetismo nas classes menos favorecidas é alto, e o governo “paternalista” trata do problema sócio-econômico de forma assistencialista, mantendo a população na escuridão da ignorância, oferecendo cotas de rendas, em detrimento de educação e saúde
Por outro lado, os lobos vestidos de cordeiros muito bem instalados em seus covis tecnológicos, com práticas hostis e inescrupulosas negociam a peso de ouro, a alma desses pobres miseráveis.
Como diz a velha letra de
“Vamos pedir, piedade, Senhor piedade, pra essa gente careta e selvagem”
Se a justiça se cala, as pedras clamam.
Aqui a liberdade de culto é defendida pela constituição, e fique claro que não há nada de errado nisso, mas penso que melhor seria se fôssemos perseguidos, seria uma oportunidade ímpar de comungarmos de um evangelho verdadeiro.
Preocupado com os falsos mestres, Judas, não o Escariotes, escreveu uma epístola minúscula, (de uma página) mas central do que diz respeito aos cuidados que devemos ter com as astutas estratégias desse nem tão novo assim, modelo de gestão religiosa. Cuidemos da nossa alma-mente!