Quando tinha uns 14 anos comecei a praticar um esporte chamado Tênis de Mesa que erroneamente é chamado de Ping-Pong.
Encarei com seriedade e fui a um clube aprender a jogar aquilo como um profissional. Porém, a vida nos chama a responsabilidade logo e tive que estudar Mecânica de metalurgia no SENAI. Afinal de contas, quem eu conhecia que vivia do tenis de mesa. (Meu pai na época dizia que eu só escolho profissões que não dão dinheiro)
Se passaram 3 anos até que acabou meu curso estava um tanto mais velho, e a saudade daqueles tempos me fez voltar ao clube para ver como estava o tal tênis de mesa. Tal foi minha surpresa ao ver um amigo que desde então se dedicou integralmente ao tênis de mesa e estava competindo os mais importantes campeonatos.
Comecei a treinar novamente. E agora também orientado por esse amigo. Exercícios dirários, corridas, batendo 3 mil bolas por dia, partidas de teste. Não conseguia ganhar do meu amigo que jogava com a mão esquerda, sendo ele destro.
Já era tarde. Eu, com 17 não anos conseguiria mais me adequar à perfeição exigida, à precisão dos movimentos e tamanho condicionamento físico exigido.
Eu queria ser o melhor, queria ganhar todas, e ser visto como uma força neste esporte, mas não deu.
Restou apenas a frustração, a lembrança e o amor a esse esporte.
Com a música foi outra novela.
Comecei a estudar com 9 anos de idade.
Lá para meus 16 anos percebi que não queria ser um músico amador. Não suportava a idéia de dedicar apenas parte do meu tempo a isso, como um hobby.
Eu queria ser perfeito, o melhor, o músico mais genial da face da terra e fosse reconhecido nisso. Pra tanto eu precisaria dedicar todo meu tempo nisso.
Durante um período eu me dediquei muito, com muito esforço e suor. Estudo de horas a fio no violão desejando me tornar concertista como Fábio Zanon, Juliam Bream, ou quem sabe um John Williams.
Mas em 2003 eu participei de um concurso nacional de violão. Eu fui finalista, com violonistas do Brasil todo. Me alegrei muito com o resultado até ver a apresentação do campeão.
Eu com 24 anos e o campeão com apenas 20 me trucidara no violão tocando um repertório extremamente complexo, com uma facilidade incrível.
Nesse dia, pensei em encerrar minha carreira como violonista erudito. Tentando justificar a mim mesmo, arrumava desculpas pra explicar porque eu não estava tocando daquele jeito, porque eu não havia desenvolvido aquilo. Onde foi que eu errei???
Na verdade, estava nascendo ali uma grande lição.
Porque temos que ser os melhores?
Afinal, estudei música porque a música me arrebata, é minha paixão? ou porque gostaria de aparecer como o melhor perante os outros?
É, vi que eu queria mesmo ser o melhor e a música pouco importava.
Desde então, saí da escravidão de ser o melhor e tenho aprendido a ser artista. Aquele que recebendo ou não por isso, sendo visto ou não por isso, fará sua arte com o melhor que pode fazer e buscando se esmerar a cada dia.
Era para eu ser o melhor Mesa-Tenista, e também era para ser o melhor violonista.
Mas sou o que sou. Talvez um músico razoável. Mas isso não importa mais.
Terça-feira, Fevereiro 23, 2010
Sábado, Fevereiro 20, 2010
Morar na Rua? que tal?
Nos mês de janeiro estive de férias e ausente dos problemas dessa cidade. Mas na primeira vez em que tive que subir num ônibus percebi que a passagem havia aumentado. De R$2,30 foi para R$2,70. Levei um susto, logo fiz as contas de quanto havia aumentado e depois tive a confirmação de 17,4% de aumento na tarifa.
Alguns dias depois o metro saiu de R$2,55 para R$2,65.
Com total indignação pensei que para os ricos isso realmente não faz a menor diferença.
A inflação de fato é o pretexto para o aumento. Mas sugiro outras contas.
O salário mínimo do trabalhor se encontra no valor de R$510,00. Supondo que cada trabalhador gaste R$5,40 por dia de transporte. Esse valor corresponde a aproximadamente 1% do valor de seu salário. Dez dias seriam 10% e 20 dias seriam 20% apenas com transporte público.
Todos nós nos conformamos ainda com a questão do ônibus estar sempre lotado nos horários de rush. Mas penso eu que todos os usuários deveriam sempre viajar sentados, com o maior conforto possível, porque afinal de contas, o custo de sua viagem é altíssimo, mais de R$20% de seu salário.
Em janeiro tivemos que pagar aqui, o IPVA do nosso carro. Como a perfeitura não garante nossa segurança, temos que pagar também um seguro. E olha que tenho um carro relativamente "barato" é o antigamente chamado de "popular", que de popular não tem nada. Pois um carro simples custar R$25 ou R$30 mil reais é um absurdo. Tive também que fazer uma inspeção veícular que só ela custou aos meus cofres R$100,00. A prefeitura me obriga a fazer isso e ainda tenho que pagar. E se não pagar meu carro é tomado pelo Estado.
Se eu não pagar qualquer dessas contas em relação ao meu carro; ele será apreendido, terei que pagar para tirá-lo e tudo isso porque eu dei ao Estado o direito de tomar meu carro quando eu não tiver dinheiro para pagar essas contas sobressalentes, porque o valor do carro o Estado não me ajudou a pagar.
Sinceramente meus amigos, eu não sei ainda o que estou fazendo nessa casa diante deste computador. Pois penso que o mais coerente, mais digno e diria também mais cristão para mim seria morar na rua e me livrar de toda essa injustiça e escravidão.
Como somos impotentes diante de tudo isso!!!
O Estado não facilita nenhum pouco a nossa vida, ele nos cobra e se não os satisfazemos nossos bens são tomados. Pensando assim eu me sinto como se estivesse no Império Romano sendo estorquido por algum publicano safado que defende um país que escraviza o meu. Sou traído pelo meu próprio país.
Essa idéia de ir para a rua e viver de alguns trocados ganhos com meu violão tocado, me visita a mente por muitas vezes.
Trabalhamos para o nosso sustento??? sustento de quem?
Não tenho estômago para aguentar tanta falcatrua, tanto desinteresse em cuidar da população. Tanto abuso. Sou estuprado financeiramente todos os anos e não posso dizer nada sobre isso.
O Estado deveria nos financiar um transporte digno e extremamente barato. Deveríamos poder circular por onde queremos, mas isso não é possível, pois ter seu carro é caro demais.
Os Ricos não estão nem aí, eu reclamo e brigo como posso, mas e os pobres o que eles podem fazer?
Essa justiça e socorro aos pobres depende de mim, por isso faço a proposta:
Vamos morar na rua e nos livrar dessa escravidão?
Alguns dias depois o metro saiu de R$2,55 para R$2,65.
Com total indignação pensei que para os ricos isso realmente não faz a menor diferença.
A inflação de fato é o pretexto para o aumento. Mas sugiro outras contas.
O salário mínimo do trabalhor se encontra no valor de R$510,00. Supondo que cada trabalhador gaste R$5,40 por dia de transporte. Esse valor corresponde a aproximadamente 1% do valor de seu salário. Dez dias seriam 10% e 20 dias seriam 20% apenas com transporte público.
Todos nós nos conformamos ainda com a questão do ônibus estar sempre lotado nos horários de rush. Mas penso eu que todos os usuários deveriam sempre viajar sentados, com o maior conforto possível, porque afinal de contas, o custo de sua viagem é altíssimo, mais de R$20% de seu salário.
Em janeiro tivemos que pagar aqui, o IPVA do nosso carro. Como a perfeitura não garante nossa segurança, temos que pagar também um seguro. E olha que tenho um carro relativamente "barato" é o antigamente chamado de "popular", que de popular não tem nada. Pois um carro simples custar R$25 ou R$30 mil reais é um absurdo. Tive também que fazer uma inspeção veícular que só ela custou aos meus cofres R$100,00. A prefeitura me obriga a fazer isso e ainda tenho que pagar. E se não pagar meu carro é tomado pelo Estado.
Se eu não pagar qualquer dessas contas em relação ao meu carro; ele será apreendido, terei que pagar para tirá-lo e tudo isso porque eu dei ao Estado o direito de tomar meu carro quando eu não tiver dinheiro para pagar essas contas sobressalentes, porque o valor do carro o Estado não me ajudou a pagar.
Sinceramente meus amigos, eu não sei ainda o que estou fazendo nessa casa diante deste computador. Pois penso que o mais coerente, mais digno e diria também mais cristão para mim seria morar na rua e me livrar de toda essa injustiça e escravidão.
Como somos impotentes diante de tudo isso!!!
O Estado não facilita nenhum pouco a nossa vida, ele nos cobra e se não os satisfazemos nossos bens são tomados. Pensando assim eu me sinto como se estivesse no Império Romano sendo estorquido por algum publicano safado que defende um país que escraviza o meu. Sou traído pelo meu próprio país.
Essa idéia de ir para a rua e viver de alguns trocados ganhos com meu violão tocado, me visita a mente por muitas vezes.
Trabalhamos para o nosso sustento??? sustento de quem?
Não tenho estômago para aguentar tanta falcatrua, tanto desinteresse em cuidar da população. Tanto abuso. Sou estuprado financeiramente todos os anos e não posso dizer nada sobre isso.
O Estado deveria nos financiar um transporte digno e extremamente barato. Deveríamos poder circular por onde queremos, mas isso não é possível, pois ter seu carro é caro demais.
Os Ricos não estão nem aí, eu reclamo e brigo como posso, mas e os pobres o que eles podem fazer?
Essa justiça e socorro aos pobres depende de mim, por isso faço a proposta:
Vamos morar na rua e nos livrar dessa escravidão?
Quarta-feira, Fevereiro 17, 2010
Elly Aguiar
Tenho o enorme prazer de falar de um amigo querido. Elly Aguiar é talentoso, amoroso, amigo, um cara dedicado ao Reino de Deus.
Tem um cd intitulado " Na tua Casa" música que inclusive já foi gravada pelo Pr. Gerson Borges e que eventualmente eu canto por aí também.
Em seu cd tem também a música "Linha de Produção" que é uma crítica aos tempos atuais de adoração. Formas estranhas de adoração estão dominando nossas celebrações. O desejo de ser bem sucedido e abençoado, quase sempre materialmente, está dominando a mente até dos mais tradicionais.
Elly Aguiar, ou mesmo Ellysão...rs denuncia isso com sua música.
Este vídeo que aqui posto, na verdade está no site www.plataforma.art.br que incentivo vocês a visitarem, pois tem um arquivo riquíssimo de outros músicos apresentando seus trabalhos.
Deus te abençoe meu irmão e que você ainda componha muito para nós, e com essa mensagem contundente.
Tem um cd intitulado " Na tua Casa" música que inclusive já foi gravada pelo Pr. Gerson Borges e que eventualmente eu canto por aí também.
Em seu cd tem também a música "Linha de Produção" que é uma crítica aos tempos atuais de adoração. Formas estranhas de adoração estão dominando nossas celebrações. O desejo de ser bem sucedido e abençoado, quase sempre materialmente, está dominando a mente até dos mais tradicionais.
Elly Aguiar, ou mesmo Ellysão...rs denuncia isso com sua música.
Este vídeo que aqui posto, na verdade está no site www.plataforma.art.br que incentivo vocês a visitarem, pois tem um arquivo riquíssimo de outros músicos apresentando seus trabalhos.
Deus te abençoe meu irmão e que você ainda componha muito para nós, e com essa mensagem contundente.
Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010
Renascida
Hoje eu sou muito feliz. Mas por vezes somos visitados por aquela sensação de que "Era feliz e não sabia".
Dessa saudade de muitas coisas do passado, tanto de pessoas como situações nasceu a Renascida (sem trocadilhos).
Renascida
A fotografia da mente é a memória
História de vida, dos contos, divagações
Que trazem perto distantes corações
E as sensações que se perdem no vento
Lamentos embassados na neblina do tempo
Momento de prazer, de sublime suavidade
Felicidade é a marca expressa nos olhos
Desenhos gravados nos ossos, nos traços da sina
A vida na lembrança é renascida
Nas cenas vividas por este ator
Calor, o frio evocados do passado
Caminham ao lado deste presente espectador.
Dessa saudade de muitas coisas do passado, tanto de pessoas como situações nasceu a Renascida (sem trocadilhos).
Renascida
A fotografia da mente é a memória
História de vida, dos contos, divagações
Que trazem perto distantes corações
E as sensações que se perdem no vento
Lamentos embassados na neblina do tempo
Momento de prazer, de sublime suavidade
Felicidade é a marca expressa nos olhos
Desenhos gravados nos ossos, nos traços da sina
A vida na lembrança é renascida
Nas cenas vividas por este ator
Calor, o frio evocados do passado
Caminham ao lado deste presente espectador.
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