Como podemos olhar para céu sem nos surpreender? ou ver a lua sem cair o queixo.
Depois de algum tempo escrevo aqui uma nova poesia que pretende virar música.
Ah! os nossos olhos vidrados
como espelhos distorcidos
conseguem ser distraídos
mesmo com tamanha beleza da Lua
Ah! os nossos olhos tão rasos
não se perdem nas estrelas
nem nas ondas da areia
ou nas diversas formas das nuvens
Ah! os nossos olhos marejados
lamentam o abandono e a má sorte
não sentem no céu o cuidado
Não sentem da noite o abraço
o aconhego de um canto infantil
acompanhado pelo o som de árvores
Vento é a força, árvores são instrumentos
Ah! esses são nossos olhos distantes
não se surpreendem com o vôo das aves
nem com a paz estampada num horizonte
Ah! esses olhos apressados
não fixam na beleza da flor
não traduzem a alma
Não notaram a criação do amor.
Mas há olhos cuidadosos
Que desvendam meu semblante
Desnudam pensamentos
No âmago saram nossas dores
2 comentários:
mas que coisa linda!!!!
vc tá inspirado meu amor! rs
Postar um comentário